Primeiro teste definitivo para Parkinson é desenvolvido por árabe-israelense

Suaad Abd-Elhadi, PhD em medicina pela Universidade Hebraica de Jerusalém, desenvolveu um teste que detecta precocemente e de forma definitiva a doença de Parkinson. Ela ganhou na semana passada o prêmio britânico Kaye Innovation Award pela invenção do método.

A doença de Parkinson é o segundo distúrbio degenerativo do cérebro mais prevalente em idosos, após a doença de Alzheimer. Mas, até agora, quando o paciente descobre sua condição, a doença já pode estar fora de controle: para os sintomáticos, cerca de dois terços das células cerebrais que produzem a dopamina já estão mortas, diz Abd-Elhadi. Seu método faz um diagnóstico categórico de Parkinson e no estágio inicial da doença – a qual continua incurável.

O grande problema de outros sistemas de diagnósticos era que, nos estágios iniciais, Parkinson se parece com outras doenças neurodegenerativas, o que impedia o atendimento apropriado.

O pulo de gato de Abd-Elhadi baseia-se no fato de que Parkinson está associado a uma proteína chamada alfa-sinuclina. Sua forma patológica aparece primeiro nos nervos periféricos, geralmente no sistema digestivo, e só aparece no cérebro nos estágios posteriores. “Sabe-se que os pacientes com Parkinson em seu estágio inicial têm problemas com seus sistemas digestivos, mesmo com a deglutição”, diz ela. “Somente depois, a patologia atinge o cérebro”.

A alfa-sinuclina liga-se a moléculas de gordura, chamadas lipídios, nas membranas celulares. O que o teste faz é identificar os tipos de lipídios, originários tanto dos tecidos periféricos como de células cerebrais, aos quais a alfa-sinuclina se liga melhor.

Usando esses lipídios, ela inventou um kit minimamente invasivo e altamente sensível, chamado “ELISA lipídico” (ELISA significa “ensaio de imunoabsorção enzimática”). A invenção funcionou em pessoas com diferentes estágios da doença e pessoas sãs.

Mas o kit não é para uso doméstico. Esta é uma invenção para hospitais ou para grupos de trabalhadores com atividades de alto risco para Parkinson, como a agricultura. Os pesticidas têm uma alta associação com o desenvolvimento da doença, ressalta Abd-Elhadi.

A cientista Suaad Abd-Elhadi, PhD em medicina pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Foto: Divulgação

Fonte: Conib