Na manhã de domingo, 19 de outubro de 2025, um dos assaltos mais ousados da história recente, o furto de joias reais na galeria Galerie d’Apollon, no Louvre, em Paris, ganhou um novo capítulo de esperança. A empresa israelense CGI Group, sob direção de Yaakov Peri, foi contratada para auxiliar as autoridades francesas na investigação do caso.
Expertise israelense entra em cena
Fundada em Israel em 1989, a CGI Group se tornou uma das mais experientes empresas de inteligência estratégica e segurança internacional. Sob a liderança de Yaakov Peri, ex-diretor do serviço de segurança interno israelense (Shin Bet), a empresa já havia conquistado reconhecimento global ao colaborar na solução do roubo ao Cofre Verde de Dresden, na Alemanha, em 2019.
Essa nova contratação reforça a presença israelense no mapeamento de grandes crimes internacionais e destaca o papel do país como referência mundial em segurança e tecnologia de investigação.
O que se sabe até agora sobre o roubo
Na manhã de 19 de outubro, quatro homens mascarados usaram um guindaste de construção para alcançar uma janela da Galerie d’Apollon e invadir o museu. Em poucos minutos, os ladrões abriram vitrines com ferramentas elétricas e fugiram em motocicletas, levando oito peças de joalheria real avaliadas em milhões de euros.
O prejuízo foi estimado em aproximadamente 88 milhões de euros, mas autoridades ressaltam que o valor histórico e simbólico das peças é incalculável.
Por que a participação da CGI Group faz diferença
- Histórico comprovado: a CGI já atuou em casos de roubo de patrimônio histórico complexos, agregando credibilidade à investigação.
- Abordagem internacional: o crime tem indícios de envolvimento de redes transnacionais; uma empresa com alcance global oferece vantagem estratégica.
- Transferência de conhecimento: Israel tem tradição em segurança e inteligência, e o envolvimento da CGI demonstra que esse conhecimento está sendo exportado de forma positiva.
- Imagem de cooperação: a colaboração entre Israel e França reforça a importância da cooperação internacional na proteção do patrimônio cultural.
Um sinal de otimismo
Para Israel, a participação da CGI Group representa mais do que uma missão de investigação. É uma demonstração de capacidade, confiança e reconhecimento internacional. O país mostra que pode contribuir para a proteção do patrimônio cultural global com excelência e integridade.
Para o mundo, é um lembrete de que, mesmo diante de crimes sofisticados, parcerias e expertise especializada podem ser a chave para trazer justiça e preservar a história. A investigação segue em andamento, com a expectativa de que, com o apoio israelense, as joias sejam recuperadas e os responsáveis identificados.
Foto de Silvia Trigo
