Israel e Costa Rica assinaram, em 8 de dezembro de 2025, um Acordo de Livre Comércio (ALC) que marca um avanço estratégico nas relações econômicas entre os dois países. A cerimônia, realizada na sede do Ministério da Economia e Indústria de Israel, em Jerusalém, contou com a presença do ministro israelense Nir Barkat e do ministro costarriquenho Manuel Tovar Rivera. O acordo abre uma nova etapa de cooperação, com impacto direto na redução de tarifas, expansão das exportações e fortalecimento dos laços econômicos entre Israel e uma das economias mais dinâmicas da América Latina.
O ALC prevê a eliminação imediata de mais de 90% das tarifas entre os dois países e estabelece que cerca de 95% dos produtos comercializados se beneficiarão do novo regime. A medida reduz custos de importação para Israel em áreas essenciais, como alimentos, matérias-primas e equipamentos industriais, e moderniza as regras comerciais ao adotar declarações de origem, reconhecer software como insumo produtivo e incorporar mecanismos adaptados às cadeias globais de suprimento. O acordo também regulamenta, pela primeira vez, o comércio de serviços, incluindo serviços remotos, comércio digital seguro e assinatura eletrônica reconhecida entre as duas nações.
Para o ministro Nir Barkat, a Costa Rica é um parceiro comercial natural de Israel — um país membro da OCDE, comprometido com o livre comércio e com políticas de inovação. A assinatura do ALC integra a estratégia de expansão comercial internacional de Israel, que inclui a reabertura das negociações com a Índia e o aprofundamento das relações econômicas com a Europa. O processo de negociação foi conduzido pela Direção-Geral de Comércio Exterior de Israel, em coordenação com vários ministérios e autoridades regulatórias, culminando em um acordo concluído após duas rodadas intensivas de negociações.
Com tarifas reduzidas, 99 dos 100 principais produtos exportados de Israel para a Costa Rica passarão a ter acesso preferencial, incluindo fertilizantes, agrotóxicos, máquinas, plásticos, equipamentos de laboratório, alumínio, tintas de impressão e diversos itens alimentícios como tâmaras, azeite e frutas cítricas. Em contrapartida, Israel terá acesso a produtos costarriquenhos a preços mais competitivos, como vegetais frescos e processados, nozes, cogumelos, frutas tropicais, café, cacau, açúcar e equipamentos médicos. O abacaxi, principal produto de exportação da Costa Rica para Israel, permanecerá isento de tarifas, ampliando a variedade e a competitividade dos produtos disponíveis ao consumidor israelense.
Embora o comércio atual entre os dois países seja relativamente modesto — cerca de US$ 32 milhões anuais em exportações israelenses — autoridades preveem uma expansão significativa, especialmente diante do fato de que a Costa Rica já mantém acordos comerciais com alguns dos maiores mercados globais. O novo ALC dará à indústria israelense condições competitivas equiparadas às de países como EUA, China e União Europeia, fortalecendo a presença de Israel na América Latina.
O acordo também cria terreno fértil para complementariedades: Israel, com sua liderança em tecnologia, agritech e equipamentos industriais, se integra à Costa Rica, reconhecida por sua força agrícola e capacidade de produção de alimentos e insumos industriais. Essa combinação deve impulsionar investimentos bilaterais, inovação e parcerias de longo prazo.
A BRIL Chamber destaca que o novo Acordo de Livre Comércio reforça o posicionamento de Israel como potência comercial e tecnológica, ampliando oportunidades de integração econômica com mercados estratégicos. Para o ecossistema empresarial brasileiro, o avanço reafirma a relevância dos modelos israelenses de inovação, abertura comercial e competitividade internacional, fortalecendo o papel de Israel como parceiro essencial para o desenvolvimento, a modernização e a expansão das relações econômicas globais.
