Cientistas do renomado Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, desenvolveram um modelo de inteligência artificial capaz de prever doenças futuras, identificar riscos de saúde e indicar tratamentos personalizados com base em dados individuais. A tecnologia, apelidada de “gêmeo digital”, representa um avanço disruptivo na medicina preditiva e personalizada.
Baseado no banco de dados do projeto Fenótipo Humano — que acompanha mais de 13 mil pessoas com avaliações médicas profundas e recorrentes — o modelo cruza informações genéticas, moleculares e clínicas para estimar a “idade biológica” de diferentes sistemas do corpo. Isso permite a detecção precoce de alterações, muito antes do surgimento dos sintomas clínicos.
Desenvolvido em parceria com a startup Pheno.AI, o gêmeo digital já é capaz, por exemplo, de prever quais pacientes com pré-diabetes têm maior chance de desenvolver diabetes nos próximos anos. Além disso, a plataforma pode simular o impacto de mudanças alimentares ou de estilo de vida sobre o organismo da pessoa modelada digitalmente.
Segundo os cientistas, essa abordagem aponta para uma medicina mais personalizada, preditiva e proativa. O sistema também está sendo expandido para criar modelos específicos de órgãos e doenças, combinando dados de exames de sangue, sequenciamento genético, microbioma e imagens da retina.
Para o professor Eran Segal, um dos líderes da iniciativa, “estamos no início de uma nova era, em que a saúde será baseada em inteligência artificial e dados reais. O impacto disso nos próximos anos será gigantesco”.
Fonte: Israel de Fato | Foto: kentoh-iStock
A BRIL Chamber – Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria acompanha com entusiasmo as inovações vindas de Israel que têm potencial de transformar profundamente a saúde global. A tecnologia do Instituto Weizmann é mais um exemplo do impacto que a ciência israelense pode ter na vida de milhões de pessoas em todo o mundo.
